Um fazendeiro tinha uma filha criança que resolveu criar um porco da fazenda como um animal de estimação dentro da casa da família.
Ela pegou o porquinho ainda bebê e cuidava dele com todo carinho. Costumava dar-lhe banho e não deixava que ele fosse brincar com outros animais da fazenda no quintal ou no pasto.
O porco cresceu, e a menina, também.
Certo dia, quando chegou da escola, a menina sentiu falta do porco no quarto dela. Procurou por todo lugar da casa, e não o encontrou. Uma empregada falou que o viu perto da pocilga dos outros porcos.
A menina correu para ver e se deparou com o porco todo sujo, brincando com os seus semelhantes na pocilga.
Possessa, a menina pegou o seu porco e o levou direto para uma torneira, onde lhe deu banho e, após enxugá-lo, o perfumou.
Por cautela, no dia seguinte, antes de ir para a escola, a menina deixou seu porco trancado dentro do quarto.
E foi assim por vários dias até que, em determinado dia, ela saiu às pressas para escola e esqueceu a porta do quarto entreaberta. O porco saiu e ficou dentro de casa.
Ocorre que a empregada patetou e deixou a porta da cozinha aberta do que o porco se aproveitou para fugir.
Quando a menina chegou da escola, percebeu a ausência do porco e logo soube onde procurá-lo. Ela o encontrou novamente na pocilga.
Naquele momento, conscientizou-se de que ele era feliz no lamaçal. E resolveu deixá-lo no habitat natural dele.
Moral da história: por mais que se queira dar uma vida boa ao porco, ele sempre preferirá viver na lama.
