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Depois de ter ficado anos no limbo, passado todo tipo de humilhação e perdido seu posto de rei dos animais para um lobo listrado, o leão de sangue azul-marinho retornou ao status quo ante. 

Com efeito, após uma difícil batalha final com um certo periquito do serrado, o leao reassumiu seu posto de liderança dos bichos na Província do Grão-Pará e na Amazônia.

Nessa qualidade, o leao adquiriu o direito de representar os animais da região Norte numa competição nacional com outros bichos e figuras lendárias, o que não acontecia há muitos anos.

Parece que o leão não se preparou adequadamente para essa competição. Seus auxiliares não se deram conta do tamanho do desafio que terão pela frente.

A competição iniciou e a impressão que se tem é que o leão está atordoado.

No primeiro embate fora  de seu habitat, o campo das mangueiras”, levou uma porrada de um tal “leão da barra”. Na sequência, conseguiu empatar uma luta com um famoso “galo das alterosas”.

Quando competiu no seu ambiente, mesmo contando com o incentivo de milhares de bichos,  não conseguiu superar o “leãozinho amarelado”, o “Saci encarnado” e o “guerreiro grená”.

O leão viajou para enfrentar um “vovô da cocha branca” e um urubu. Levou duas peias que ficou zonzo.

Nesse cenário, a sorte resolveu sorrir para o leão quando, jogando sob a sombra das mangueiras, venceu o “super-homem de três cores”.

E assim o leão azul segue na competição sem saber se ao final será respeitado como o verdadeiro “rei da selva” ou reconhecido como o “gatinho de juba”.

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